27/jan/03
Por
Harlley Alves
"As
tintas deixaram de ser um produto de proteção de
paredes, para ser um acessório fundamental da decoração",
afirma a consultora de cores, Deise Marchezano de Melo, estudiosa
e admiradora das cores há 20 anos. Essa renovação
do uso das tintas é, segundo ela, motivada pelas cores,
precursoras de um movimento que dá vida nova às
paredes e ao estado de espírito das pessoas.
A
cor das paredes renova os espaços, alcançando efeitos
maiores na transformação das casas. Deise, que é
química e consultora de cores do Espaço Luckscolor,
explica que o fato foi consumado com o advento dos sistemas tintométricos,
que trouxeram uma gama maior de cores, aumentando as opções
de pintura.
De
acordo com a consultora, a cor é muito importante para
a decoração de interiores, por ser um meio de comunicação
poderoso, exprimindo a personalidade de uma pessoa, ao mesmo tempo
em que transmite a mensagem ideal de um ambiente.
Se
você pretende renovar um ambiente, diz Deise, é mais
fácil mexer na cor das paredes do que nos tecidos. Em seu
entendimento, papéis de parede e revestimentos de pedra
também são produtos caros e, por isso mesmo, o consumidor
tem optado por produtos mais acessíveis e que sejam executados
por eles mesmos. "A tinta possibilita que um espaço
ou residência seja pintado para todos os gostos e bolsos".
Segundo
a profissional do Espaço Luckscolor, há uma tendência
para casas super equipadas, em que as pessoas buscam total conforto
em suas residências, tanto com acessórios, quanto
com a climatização do local, onde entram as cores,
já que o conforto dos ambientes é produzido em grande
parte com a influência psicológica das cores.
"As
pessoas querem trazer também a natureza para dentro de
casa, por isso há uma forte tendência a tintas nos
tons da natureza. São verdes, tons de terra, canela, páprica",
exemplifica.
Deise
é membro de uma instituição norte-americana
chamada Color Marketing Group, que reúne, duas vezes ao
ano, membros de diversas nações para discutir as
previsões de uso das cores em tintas, tecidos, automóveis,
entre outros produtos e materiais.
Ela
constata que as questões financeiras também abalam
o uso das cores, explicando que quando o dinheiro está
pouco, as pessoas tendem a ousar menos na escolha de cores. "Elas
temem a necessidade de refazer a pintura e ficam mais cautelosas
em relação a decorações inovadoras
e, por esse motivo, procuram cores neutras e mais clássicas".
"Embora
o consumidor exponha que tem certo medo de errar na escolha das
cores e produtos, percebemos que ele quer um ambiente diferente,
que seja só dele". Prova disso, segundo Deise, é
que os sistemas tintométricos trabalham com uma média
de duas mil cores prontas de fábrica e, ainda assim, os
clientes chegam com um tecido ou tampa de caneta para que uma
tinta com aquela cor seja produzida para a sua casa.
|