22/abr/03
*Por
Luciano Del Matto
2
- Preparação da superfície
A
superfície onde será aplicada a tinta deverá
estar isenta de sujeira de qualquer natureza (graxas, óleos,
poeira etc) e umidade. Em superfícies com histórico
de umidade (banheiros, por exemplo) é aconselhável
que seja aplicado na superfície um banho de solução
de hipoclorito de sódio a 50%, ou seja, 50 partes de água
para 50% de hipoclorito, deixando a mesma agir por 15 minutos,
tomando os devidos cuidados e utilizando equipamentos de proteção
individual. É importante lavar a superfície para
eliminar resíduos de cloro e continuar os procedimentos
de pintura.
A
superfície deve estar isenta de imperfeições
(buracos, saliências etc), as quais deverão ser tratadas
previamente com massa corrida PVA ou acrílica. Para melhor
fixação sobre o substrato, deve-se utilizar massa
corrida PVA para pinturas internas e, nas superfícies externas,
massa corrida acrílica. Ainda para melhor aplicabilidade
e maior durabilidade da pintura, após a massa corrida pode-se
dar uma demão de selador acrílico.
3
- Aplicação
Tão
ou mais importante do que escolher o tipo de tinta a ser utilizado
é a maneira como aplicá-lo. É necessário
que o profissional tome certos cuidados para que possa obter o
melhor resultado através do produto e técnica escolhidos
na pintura.
A
aplicação de tintas para obter-se o melhor resultado
em relação à performance da tinta deverá
seguir os seguintes esquemas:
Paredes
externas e internas - Massa Corrida -> Selador -> Tinta diluída entre
20% e 30%;
Superfícies
metálicas - Remover toda a tinta com removedor (líquido ou pastoso)
-> Lixar a superfície -> Zarcão -> Esmalte
Sintético;
Madeiras - Lixar a superfície -> Selador para Madeira -> Verniz.
Para
Tinta Látex, Acrílica e Texturas -> aplicar através de rolo;
Esmalte
sintético -> aplicar através de pincel ou revólver de pintura;
Vernizes -> aplicar através de pincel ou revólver de pintura.
Mesmo
seguindo estas orientações, a experiência
do profissional e a escolha da qualidade da tinta são fundamentais
para a performance.
4
- Problemas comuns
Trincas - Geralmente o problema ocorre devido à movimentação
natural da construção e da expansão natural
do concreto. Este problema pode ser resolvido abrindo-se a trinca
em forma de "V" e tratando-a com massa corrida e selador
acrílico.
Bolhas - Geralmente ocorrem pela utilização de massa corrida
PVA em superfícies externas. Para sanar este problema,
deve-se remover a massa corrida através do lixamento e
aplicar massa corrida acrílica seguida de selador, antes
da tinta.
Crateras - Ocorrem devido à contaminação da superfície
por graxas, óleos, silicones, entre outros. Para evitar
este problema deve-se preparar corretamente a superfície
de aplicação como descrito anteriormente.
Manchas
brancas -
Isso acontece quando temos a superfície de aplicação
(concreto, reboco ou fibrocimento) úmida. Para evitar isso,
deve-se aguardar até que a superfície esteja completamente
seca.
Descascamento - Ocorre geralmente quando aplicamos tintas sobre superfícies
que tiveram aplicação de cal. Para tanto basta preparar
a superfície com um fundo preparador de paredes e não
com cal.
Enrugamento - Ocorre devido a um carregamento excessivo de tinta na demão
ou não aguardando o tempo de secagem correto entre demãos.
Para resolver este problema, basta carregar menos de tinta e aguardar
o tempo de secagem entre demãos.
5
- Custo/benefício
Para
que tenhamos a melhor relação entre custo e benefício,
devemos, sempre, utilizar artifícios de preparação,
tais como: fundos preparadores, zarcões, seladores e massas
corridas, entre outros. Para maior durabilidade da pintura, vale
lembrar que o rendimento e resultado final estão intimamente
relacionados com a capacidade do profissional que executará
os serviços de pintura.
*
Luciano Del Matto é supervisor geral de produção
da Orema Indústria e Comércio, com experiência
em formulações de tintas para diversas aplicações
e atendimento técnico a clientes.
|