13/ago/02
Por
Harlley Alves
A
ação do sol, da chuva e de toda interferência
atmosférica é implacável contra qualquer
substrato pintado, em particular os metais. Para que o desgaste
ocorra mais lentamente, as tintas que revestem o aço e
outros metais precisam agir contra a corrosão provocada
por ambientes agressivos, como o litorâneo, por exemplo.
Para a preservação de equipamentos e outras superfícies
metálicas, a composição dessa tinta é
formulada levando em conta o clima onde se encontra o substrato
a ser pintado.
Esses
componentes reagem aos estímulos do meio ambiente, conforme
a formulação da tinta. Entre os ingredientes, encontram-se
as resinas, os pigmentos e aditivos, informa João Sérgio
Saccaro, químico responsável pelo Laboratório
Protective Coatings da Tintas Coral.
De
acordo com Saccaro, as resinas podem funcionar como bloqueio contra
os raios ultravioleta, conferindo também proteção
por barreira até o substrato, enquanto realiza a sua impermeabilização
e neutralização contra agentes ácidos, alcalinos
ou solventes.
O
químico explica que os pigmentos utilizados podem proteger
a superfície por inibição e também
por passivação - eles neutralizam o agente oxidante.
E, de uma outra forma, protegem o metal, doando elétrons
para o aço carbono, o que oferece a proteção
com um processo conhecido por catódico. Já os aditivos
atuam como auxiliares de proteção contra os raios
solares, auxiliares da impermeabilização e também
da inibição da corrosão, agindo na flexibilidade
e anti-oxidação dos elementos.
O
que difere as tintas anticorrosivas das tintas imobiliárias
é que as primeiras são indicadas para proteções
mais intensificadas, 'sendo utilizadas em indústrias e
áreas de grande atividade atmosférica', comenta
o químico. Seu uso é recomendado para equipamentos,
tanques industriais, pisos e até mesmo para o concreto,
'ao passo que as tintas imobiliárias são voltadas
à construção civil'.
De
acordo com Saccaro, a capacidade da tinta de proteger o metal
está vinculada ao esquema de pintura e ao tratamento de
superfície adequado ao substrato. Sua ação
é submetida a fatores climáticos. O profissional
diz que são utilizados, nas etapas de pintura, um fundo
de preparação (primer) e um esmalte para o acabamento.
Se uma proteção maior por barreira se fizer necessária,
o uso de uma tinta intermediária de alta espessura é
mais recomendável. Essa tinta é intercalada entre
o primer e acabamento.
Segundo
o químico, as tintas anticorrosivas são conhecidas
pelos tipos de resinas. Entre as que conferem desempenho contra
a corrosão, estão as epóxi curadas com poliamidas,
isocianatos e poliaminas. Participam, ainda, as poliuretânicas
curadas com isocianatos ou as epóxi modificadas ou combinadas
com resinas fenólicas. As características anticorrosivas
são oferecidas também com as resinas de alcatrão
de hulha, acrílicas monocomponentes, poliésteres,
silicones, borracha clorada e silicato de etila combinada com
pigmentos metálicos.
|