03/abr/03
Por
Harlley Alves
Produto
de proteção, de decoração arrojada
ou apenas para causar uma boa impressão aos ambientes,
as tintas acompanham a casa do homem há séculos.
Alguns relatos indicam que os chineses, em meados do ano mil,
já dominavam as técnicas de fabricação
das tintas.
A
primeira receita dos chineses era constituída de negro
de fumo, misturado com cola e água ou óleo de linhaça.
Com o passar dos tempos, substâncias vegetais fora acrescidas
a minerais e cargas, entre outros.
Sua
relação com os pigmentos dificilmente pode ser desconsiderada,
já que foi com a descoberta dos pigmentos derivados do
alcatrão de hulha que a revolução das cores
tornou-se possível. A seguir, o óleo de linhaça
que realizava a fórmula original perdeu espaço para
óleos sintéticos. Com isso, a secagem da tinta foi
facilitada e, anos mais tarde, o uso de resinas foi tornando a
fórmula mais estável.
Hoje,
a indústria produz tintas que secam com maior velocidade,
por evaporação e até por ação
infravermelha e ultravioleta. Em termos gerais, pode-se dizer
que uma tinta é constituída basicamente pelo pigmento,
que destaca o poder, tonalidade e intensidade do corante. Outros
componentes resgatam características específicas,
como secantes, solventes, pasta antitack ou amaciante, somado
a descobertas de novos aditivos que continuam melhorando a evolução
das tintas.
De
forma mais completa, uma tinta é composta por pigmentos,
ligantes, líquidos e aditivos. Os primeiros, além
da cor, capacitam o poder de cobertura da tinta. Os ligantes dão
liga aos pigmentos e fornecem a adesão ao filme da tinta.
Os líquidos, também chamados de veículo,
são responsáveis pela consistência desejada.
Os
aditivos melhoram ou aperfeiçoam uma série de características
das tintas, sejam elas à base de água ou solvente.
Um deles, os espessantes, trabalham a viscosidade na tinta e a
espessura que o filme da tinta vai ter, depois de seca. Os aditivos
colhidos da natureza têm maior sensibilidade e por isso
deterioram mais facilmente.
Os
aditivos surfactantes são estabilizantes para as tintas,
impedindo que seus componentes se separem ou que o produto fique
impróprio para o uso de tão espesso. Eles são
também 'condutores da cor', porque tornam os corantes compatíveis
com o produto, de forma que a cor criada seja a mesma na tinta
envazada e também depois de aplicada.
As
tintas têm também conservantes, outra espécie
de aditivos usados nos produtos à base de água.
Os conservantes bactericidas impedem a formação
de bactérias sobre a pintura. São importantes, pois
algumas latas são constantemente abertas e eles garantem
que não ocorram contaminações no produto.
Os
conservantes fungicidas retardam o aparecimento de fungos e algas
na superfície com tinta seca. Estão principalmente
nos produtos para exterior e para regiões e ambientes úmidos,
como banheiros e cozinhas.
As
temidas bolhas na pintura são combatidas na tinta com os
anti-espumantes, que estouram as bolhas formadas quando a tinta
é misturada na fábrica, no agitador ou quando é
aplicada na parede com rolos.
Além
de água, as tintas recebem líquidos chamados coalescentes,
que ajudam o ligante a formar um bom filme quando aplicado até
a temperatura mínima recomendada. Há também
os co-solventes, que garantem que a tinta líquida não
perca qualidade quando congelada, facilitam a pintura com pincel,
ao garantir o que os técnicos chamam de 'tempo aberto',
o tempo em que a tinta pode ser aplicada e trabalhada, antes que
comece a secar.
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