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As tintas

Ao comprar uma tinta é bom saber
que o barato pode ser caro

12/nov/02

Por Harlley Alves

A segmentação do mercado de tintas possibilitou uma infinidade de marcas e tipos de produtos para venda. As opções são muitas, com variedades de preço e também de qualidade. Na hora de pintar uma casa, a avaliação de qual finalidade tem a aplicação da tinta e o que será realizado nesse espaço ajudam a economizar tempo e dinheiro, sem comprometer a eficiência da pintura.

Com a popularização da tinta, o consumidor pode utilizar o mercado a seu favor. A ascensão dos pequenos e médios fabricantes de tintas trouxe produtos de todos os preços e qualidades. Com isso, escolhe-se a tinta de acordo com poder aquisitivo e o que se espera dessa pintura.

Nesse momento, um dado é certo: a qualidade tem o seu custo e quanto melhor for um produto mais alto é o seu preço. Por isso, é importante considerar a intenção dessa pintura. Ela é temporária ou a pretensão é que tenha uma duração mais prolongada? Outra questão é quem vai executar esse trabalho. Um pintor profissional ou o proprietário do imóvel?

O assessor técnico Paulo Tiano, da empresa de consultoria em tintas e cores Novas Tendências, explica como coordenar as etapas de compra e aplicação da tinta. O primeiro passo, segundo ele, é saber quanto se tem para gastar.

Ele lembra que se o trabalho é feito pelo dono da casa, há economia. E sem gastar com a prestação de serviços, é possível optar por uma tinta mais cara, de fácil aplicação e que permita a otimização do tempo. Com ela, há economia em dois sentidos: de tempo, com uma aplicação mais rápida e com menos demãos, e economia de dinheiro, porque seu prazo de repintura é maior.

Se quem vai aplicar o produto é um pintor, Tiano lembra que, de modo geral, a mão-de-obra tem custo elevado e que o profissional vai, ainda, pedir que sejam utilizados produtos bons, 'o que implica em mais custos, mas é recomendável', diz. 'Usando um bom produto, não será preciso reclamar do pintor e nem perder tempo, cobrando resultados com as empresas', reforça.

Outro ponto é que os produtos de maior valor, teoricamente, não vão apresentar os defeitos que produtos mais baratos podem abrigar. O consultor observa que tintas de performance mediana também podem ser utilizadas. É um tipo de tinta nem tão cara, nem tão barata. Tudo depende do que se espera desse trabalho.

Segundo Tiano, os produtos de menor poder de cobertura e, portanto, mais baratos podem ser comprados se a superfície pintada for usada por pouquíssimo tempo. 'Um alojamento pode ser pintado com uma tinta de baixo valor', opina. Contudo, é bom lembrar que desses produtos algumas tintas de preço muito baixo exigem uma pintura de até oito demãos para serem fixadas nas superfícies.

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