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As tintas

Produção de cores nas tintas imobiliárias
exige criatividade e um pouco de matemática

09/dez/02

Por Harlley Alves

Para o consumidor leigo e mesmo para pintores experimentados, criar novas cores de tintas a partir de uma pronta de fábrica não é tarefa fácil. Na maioria das vezes em que isso é tentado fora das revendedoras sem o auxílio das máquinas tintométricas, corre-se o grande risco de não se repetir a fórmula e o resultado não ser o esperado.

Produzir cores com tintas imobiliárias não é somente misturar duas tintas. Formuladores profissionais de tintas dizem que quando a fórmula é modificada, acrescentando mais pigmentos, a retenção de cores da tinta diminui. Isso acontece porque a produção manual de uma cor não combina com o pré-balanceamento da tinta, um processo que é realizado durante a fabricação e determina as proporções ideais de cada componente desse produto.

Rogélio Bernardelli, químico da divisão de tintas UV, industriais e decorativas da empresa Novas Tendências, diz que o teor de pigmentos das tintas é medido nas fábricas através de cálculos matemáticos. Com esses cálculos e a definição dos percentuais de cada componente, são estabelecidos os volumes de pigmento que as resinas englobam.

O químico observa que a combinação desproporcional do pigmento com a resina afeta a qualidade de cores das tintas: "Quando esse trabalho é feito manualmente com corantes, é difícil obter-se a proporção adequada, além da reprodução de cores".

Bernardelli recomenda aqueles que desejam fabricar uma cor, que recorram aos sistemas tintométricos, porque toda a matemática da cor já vem predefinida nessas máquinas. Segundo ele, as mix machines permitem uma melhor relação resina-pigmento, maior qualidade de cores e um desempenho que chega a ser superior ao das tintas que já vêm com a cor pronta. Segundo o químico, o que favorece esse desempenho é que as máquinas tintométricas trabalham com a mesma base de tinta branca para todas as cores. Elas calculam qual o volume de colorido que a base branca pode receber.

De acordo com Bernardelli, essas bases recebem um volume de pigmentos que varia de 0,01 até 3,5%. As bases do sistema tintométrico geram maior reprodução de cores, porque trabalham com um número menor de partículas de pigmentos. O resultado é uma maior área de cobertura da resina, garantindo bom rendimento de cor. Ele sugere a quem for reproduzir esse processo o uso de um aparelho agitador, já que, à medida que a tinta é batida, o pigmento se abre, produzindo uma mistura de cor mais eficiente. 'Os arquitetos ou pintores que se propõem a criar uma nova cor, geralmente despejam o corante da bisnaga na tinta, mas nem sempre agitam a mistura suficientemente para conseguir um produto final satisfatório", observa o químico.

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