16/jul/02
Por
Harlley Alves
A
quantidade e qualidade de cargas que se adiciona à tinta
pode interferir em suas propriedades, inclusive modificando a
qualidade de cores do produto. As tintas são formadas por
resinas, colorantes e outros elementos na forma de pós
chamados carga ou pigmentos estendedores. Entre as substâncias
que formulam uma carga estão o óxido de titânio,
de zinco, carbonato de cálcio e o agalmatolito.
Éder
Pereira da Silva, coordenador da assistência técnica
da Suvinil, explica que a carga, além de viabilizar o produto
comercialmente, ajuda no poder de cobertura nas superfícies.
Ele compara a adição da carga à tinta com
a areia e a pedra acrescentadas na preparação do
concreto: "o que vai caracterizar sua eficiência é
o cimento e a água, mas a areia e pedra são adicionados
para aumentar o volume".
Se
por um lado a carga interfere na fidelidade de reprodução
de cores da tinta, por outro favorece sua espessura, aumentando
sua resistência mecânica, explica o engenheiro químico
Flávio Marchi, do Paint Quality Institute (PQI). Segundo
Marchi, uma tinta de qualidade possui menor quantidade de carga
e mais resinas.
Jeferson
Nunes, gerente do PQI para a América Latina, explica que,
com mais carga e menos resina, o PVC da tinta aumenta, deixando-a
mais porosa e com menos aderência às superfícies,
interferindo nas características de brilho e retenção
de cor da tinta. No mercado de tintas imobiliárias, as
cargas são utilizadas para encorpar a tinta, dando resistência
às intempéries e à lavabilidade.
Flávio
Marchi observa ainda que o grau de alvura na mistura de toda a
composição pode produzir tonalidades de cor mais
fracas, favorecendo os tons pastéis. Um exemplo de carga
é o caolim, mineral que depois de retirado da mina é
aquecido, passando a ser chamando de caolim calcinado, e que tem
alta qualidade. Outro exemplo é o carbonato de cálcio,
também extraído de minas e que após passar
por um processo de moagem é transformado em carga a ser
disperso nas tintas.
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