26/jul/10
Com a participação de representantes de empresas, entidades não governamentais e do setor acadêmico, todos integrados no esforço de tornar a cidade de São Paulo mais bonita, com melhor qualidade de vida e maior segurança, foi realizada dia 22/7, na Fiesp, a primeira reunião formal do Movimento São Paulo Mais Bonita.
De acordo com o jornalista José Cristovan de Góes, editor do MundoCor e um dos idealizadores da iniciativa, o Movimento tomou corpo após a constatação de que São Paulo, embora seja uma cidade com calor humano, não conta com muitos recursos naturais como outras capitais e assim tem muito para melhorar.
A função do Movimento São Paulo Mais Bonita será de integrar e divulgar as ações pontuais que já existem na cidade e, a partir delas, impulsionar ações de maior amplitude e com maior representatividade a fim de que possam se concretizar efetivamente. “O Movimento será uma atividade meio, já que a finalidade será tornar a cidade bonita, proporcionar melhor qualidade de vida e bem estar aos seus habitantes e a todos que vierem desfrutar de sua hospitalidade”, explica José Cristovan.
De acordo com o jornalista, para se atingir os objetivos, será necessário trazer para o Movimento outros segmentos da sociedade, que possam contribuir com seus conhecimentos específicos e estar à frente de projetos urbanísticos, arquitetônicos e também sociais, que permitam sensibilizar as autoridades públicas e a população para que compreendam a importância desses esforços e colaborem na conservação e preservação do patrimônio da cidade.
Um dos temas abordados na reunião pelo professor doutor Issao Minami, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, foi o Projeto Cidade Limpa, que corre o risco de desfigurar-se, uma vez que a Justiça Eleitoral abrandou o seu cumprimento para utilização dos espaços da cidade pelos candidatos às eleições de outubro. Os participantes da reunião do Movimento São Paulo Mais Bonita resolveram abraçar a defesa do projeto por entenderem que o Cidade Limpa trouxe melhorias significativas para São Paulo do ponto de vista da despoluição visual da cidade, e o abrandamento da aplicação da lei é um contra censo, justamente por beneficiar um segmento que mais deveria cumprir a legislação.
A Associação Viva Penha e a Associação Novolhar, da Bela Vista, foram duas das entidades de bairro representadas na reunião. A Novolhar, por exemplo, além de trabalhar pela melhoria visual da Bela Vista, atua na transformação dos cortiços e elevação social dos moradores. Paulo Santiago, diretor da associação, explica que o bairro é um dos pontos importantes da cidade e a associação quer aproveitar o clima que antecede a realização da Copa do Mundo de futebol para promover as melhorias esperadas.
Eliana Yazigi, da Lukscolor, e Carlos Piazza, da AkzoNobel, foram dois representantes das indústrias na reunião do Movimento. Eles mostraram projetos desenvolvidos pelas empresas que têm ajudado a deixar bonitas várias áreas da cidade. De acordo com Carlos Piazza, da AkzoNobel, além de desenvolver o projeto Tudo de Cor em várias cidades do país, a empresa procura atuar na formação de pintores junto as comunidades atendidas, para permitir que os moradores possam colaborar na conservação dos espaços recuperados.
Três representantes de Atibaia também participaram da reunião. A cidade está implantando um projeto nos moldes do Cidade Limpa e vieram participar da reunião do Movimento São Paulo Mais Bonita com o objetivo de colher subsídios que possam permitir ampliar os efeitos do trabalho de melhoria da imagem visual de Atibaia.
Para permitir uma divulgação mais efetiva do Movimento São Paulo Mais Bonita ficou definido o seu lançamento oficial no dia 21 de setembro, data escolhida por marcar o início da primavera e por ser também o Dia da Cor, proposto pela Associação Pró-Cor do Brasil, um dos parceiros do Movimento. Uma nova reunião será agendada para o final de agosto para programar a pauta do lançamento oficial do Movimento.
Participantes da primeira reunião do Movimento
Prof. Dr. Paulo Felix Conceição, presidente da Associação Pró-Cor do Brasil;
Profs. Drs. Issao Minami e Takashi Hukusima, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP;
Paulo Aguiar, presidente da Associação Viva Penha e a Rede Social Bela Vista; Renata Moura, Priscila Freire de Araújo e Paulo Santiago, diretor do Espaço Cultural Novolhar;
Carlos Piazza, diretor da AkzoNobel;
Eliana Yazigi, coodenadora de Marketing da Lukscolor;
José Luiz Fraia, secretário de Desenvolvimento Econômico de Atibaia, e Adilson Haron Bondança e Edson Moreira Bayer, diretores;
Nelson Bavaresco, Cordesign;
Vera Lucia Bueno e Olinda Benedita Mazzali, Sitivesp;
Willians Chequer Burihan, diretor da Artesp;
Diomlson Xavier, Studio Kobra;
Didiel Tebar Jr., Tintas MC;
Camila Ramalho, Lilian Fernandes e José Cristovan de Góes, editor do MundoCor.
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