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Os caminhos do revendedor de tintas
para conquistar o cliente

29/out/01

Por Juliana Miranda

O mercado de tintas tem um potencial grande de crescimento, mas é necessário que todos os parceiros que atuam no setor se integrem para motivar o consumidor a decidir-se pelas tintas em suas opções de compra. A observação foi feita pela presidente da Anfatis - Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas Fabricantes de Tintas, Vernizes e Solventes e diretora da Lukscolor, Maria Cristina Potomati Fiuza, durante reunião mensal da Artesp - Associação dos Revendedores de Tintas do Estado de São Paulo, dia 25/10.

Baseada em números oficiais, Cristina analisou o desempenho do mercado de tintas nos últimos anos e chegou a uma conclusão otimista. Segundo ela, apesar da instabilidade na economia do país, as perspectivas do setor apontam para um mercado em ascensão.

A empresária comparou, ainda, o consumidor brasileiro ao de outros países e destacou que há um grande campo a ser trabalhado. "É necessário transformar a tinta em um objeto de desejo, que represente status, despertando o consumidor para a importância de preservar seu patrimônio". Cristina diz que, nos Estados Unidos e nos países da Europa, essa cultura já foi assimilada. "Aqui, no entanto, há muito o que fazer", afirma.

Maria Cristina P. FiuzaComo se trata de uma questão cultural, segundo Cristina, o caminho mais indicado é desenvolver um trabalho conjunto entre fornecedores de matérias-primas, fabricantes de tintas, revendedores, sindicatos e associações. "Se cada um fizer a sua parte, a médio prazo, os resultados serão notados", observa.

No caso dos revendedores, um dos pontos mais urgentes a serem explorados é o atendimento. "O consumidor está cada vez mais exigente. O empresário que não tiver sensibilidade para perceber suas necessidades e que não acompanhar as mudanças e tendências do mercado dificilmente sobreviverá", diz Cristina.

A diretora chamou a atenção para o ótimo desempenho registrado no setor de decoração, um mercado que cresce, em média, 12,8% ao ano, ou seja, três vezes mais que o de tintas. "Se há consumidor para esse setor, há para o nosso", ressalta ela, lembrando a co-relação existente entre os dois mercados. "Atrair esse público certamente nos trará excelentes resultados", enfatiza.

Lição de casa

A conquista do cliente foi e continua sendo o segredo do sucesso no mundo capitalista. Quem a descobre, tem um verdadeiro tesouro nas mãos. Para isso não há fórmula ou receita, mas algumas dicas indispensáveis. No caso do setor de tintas, segundo Cristina, a aparência do estabelecimento é fundamental. "É imprescindível que a loja apresente um bom layout, assim como espaço adequado, organização, uma boa circulação e visualização dos produtos", diz. Outro aspecto importante é o treinamento, a capacitação e a constante motivação dos funcionários.

"Eficiência no atendimento, conhecimento dos produtos e amabilidade impressionam a clientela. Em suma, tratar o outro do jeito que você gostaria de ser tratado". A presidente da Anfatis destacou, ainda, a necessidade de agir com serenidade diante de uma possível dificuldade, ser perseverante e fazer bem feito. "Assim, o trabalho será recompensado", conclui.

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