27/set/10
Com a participação de representantes da organização não governamental Zeladoria do Planeta do Brasil, Escritório de Inclusão Social Bela Vista, Associação Novolhar, Associação Pró-Cor do Brasil, Sitivesp e do MundoCor, foi lançado oficialmente, dia 21/9, o Movimento São Paulo Mais Bonita, uma iniciativa que busca tornar a cidade de São Paulo mais bonita, com melhor qualidade de vida e maior segurança.
Levando em conta que todo processo de melhoria estética dos espaços públicos pressupõe a conscientização da população sobre a importância da limpeza, manutenção e conservação, a solenidade de lançamento do Movimento foi marcada pela participação no trabalho de limpeza da praça Dom Orione, no Bairro da Bela Vista, na zona central da cidade de São Paulo.
O ato contou também com a participação das crianças atendidas pela creche da Associação Novolhar para transmitir a mensagem de que, para se conseguir efetivamente resultados em termos de conservar e tornar mais bonitos os espaços públicos, a conscientização deve começar cedo ainda na primeira idade.
Para tornar o evento num acontecimento alegre e festivo, o lançamento do Movimento São Paulo Mais Bonita contou com a participação de uma dupla de músicos e de artistas plásticos que desenvolveram as suas artes, pintando na praça, enquanto voluntários auxiliavam os garis responsáveis pela limpeza e conservação da área.
Evaldo de Freitas Gomes, da Supervisão de Limpeza Pública da Subprefeitura da Sé, lembrou que a população tem um papel importante na conservação e limpeza da cidade. A primeira contribuição é colocar o lixo na rua somente nos momentos que antecedem a passagem do caminhão coletor. Infelizmente, muitas pessoas ainda deixam o lixo de manhã quando vão trabalhar, embora a coleta só seja feita à noite. O resultado é que, quando chegam de volta, encontram o lixo todo espalhado na rua.
O vandalismo com as caixas coletoras nas ruas também é muito grande. Segundo Evaldo, a prefeitura não dá conta da reposição. Em dia de jogo de futebol no estádio do Pacaembu, por exemplo, não sobra uma caixa coletora da avenida que liga o estádio ao terminal de transporte público da Barra Funda.
Seria inviável se colocar um fiscal em cada esquina para se evitar os desmandos, mesmo porque isso demandaria maior valor de impostos. Assim, são os moradores que, além de fazerem a sua parte, devem cuidar para que outros não deteriorem ou danifiquem o bem público.
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