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A influência das intempéries
na durabilidade das tintas

01/jul/03

O sol, a chuva e outros fatores climáticos são implacáveis com a maioria das superfícies pintadas expostas à ação destes fenômenos naturais. Por melhor que seja uma tinta, se o objeto em que ela foi aplicada estiver sujeito à ação de intempéries, a sua durabilidade será inversamente proporcional ao tempo de exposição.

Para o consumidor final, não é tarefa fácil escolher um produto que ofereça maior resistência ao desgaste provocado pelo tempo, uma situação que se aplica também às tintas. O número de fabricantes é grande e a quantidade de tipos de produtos, evidentemente, é maior ainda. A variação de preços entre os produtos existentes no mercado também é elevada e nem sempre o que é mais caro garante uma melhor relação de custo/benefício.

De acordo com Luciano Del Matto, supervisor de produção da Orema Indústria e Comércio, de uma maneira simplista, tinta é uma mistura homogênea de solventes (até mesmo água), aditivos, resinas e pigmentos que tem por finalidade revestir uma superfície de modo a protegê-la contra a ação de intempéries de todos os gêneros. Existe hoje disponível no mercado uma infinidade de tintas com as mais diversas aplicabilidades. Os tipos mais usuais são:

Tinta Látex PVA - Tinta à base de água indicada essencialmente para interiores. Dependendo da qualidade da tinta, pode ser utilizada para exteriores. Possui de baixa a média lavabilidade, secagem rápida e média cobertura. Este tipo de tinta é indicado para reboco, fibrocimento, gesso e sobre superfícies com massa corrida. Disponível em fosco e semibrilho.

Tinta Acrílica - Tinta à base de água, indicada para exteriores e acabamentos de alta qualidade. Possui excelente lavabilidade e cobertura. É indicada para reboco, fibrocimento, gesso, superfícies com massa corrida e repintura de superfícies pintadas com látex. Disponível em fosco e semibrilho.

Esmaltes Sintéticos - Tinta à base de solventes para superfícies internas e externas de madeiras e metais. Proporciona ótimo acabamento e resistência a intempéries. Disponível em fosco, semibrilho e acetinado.

Vernizes - Produtos à base de solventes indicados para proteção de superfícies internas e externas de madeira, proporcionando acabamento e proteção transparente às superfícies internas e externas, conservando o aspecto natural da madeira. São disponíveis vernizes de brilho, semibrilho, fosco e pigmentado (efeito pátina).

Texturas - Tinta à base de água com efeito de textura em alto relevo com ação hidrorrepelente. É indicada para "textura" em superfícies internas e externas de concreto, fibrocimento, concreto aparente, massa corrida, acrílica ou PVA. Disponível no mercado com vários efeitos diferentes.

Como escolher uma tinta

Existem vários testes para se definir os padrões de qualidade de uma tinta. Alguns podem ser desenvolvidos de maneira simples pelo próprio consumidor e os mais representativos são os de lavabilidade, cobertura úmida, cobertura seca e porosidade.

Flávio Marchi, coordenador do Paint Quality Institute, uma instituição que visa a melhoria das tintas, explica como fazer o teste básico. Inicialmente são necessários uma cartela de extensão e um extensor. A cartela de extensão nada mais é do que um cartão de papel branco com uma tarja preta, justamente para melhor observar o poder de cobertura da tinta. O extensor é uma peça de metal de espessura constante para puxar a tinta sobre a cartela.

Pode se fazer o teste de uma ou mais tintas colocando-se uma pequena quantidade de produto sobre a cartela e puxá-las ao mesmo tempo com o extensor.

A tinta de melhor cobertura pode ser observada a olho nu, principalmente sobre a tarja preta. Com a tinta seca, pode-se fazer o teste de porosidade, deixando cair sobre a cartela uma corrente de água com uso de um conta-gotas. Tintas de baixa qualidade têm maior porosidade e absorvem mais água, fazendo com que a cobertura diminua, deixando transparecer o substrato, seja ele, papel, tijolo ou argamassa. A porosidade da tinta é melhor observada com uma lupa. Produtos de maior qualidade são menos porosos.

O teste de lavabilidade pode ser realizado friccionando-se um pedaço de gaze cirúrgica úmida sobre tintas aplicadas na cartela de extensão. No Exemplo abaixo, a tinta A só resistiu a 3 ciclos de fricção; a tinta B resistiu a 23 ciclos e a tinta C não se desgastou da cartela durante o teste. As tintas de alta qualidade resistem a 500 fricções ou mais, sem desgaste. Por resistirem a poucos ciclos, as tintas A e B são consideradas de baixa qualidade.

Veja também:
Testes de laboratório avaliam durabilidade das tintas

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