14/out/11
Por José Cristovan de Góes
Dia 18 de outubro se comemora no Brasil o Dia do Pintor. Para lembrar a data, o MundoCor destaca a atividade de todos os profissionais desse segmento na figura de Valter de Almeida, 52 anos, de São Paulo, um pintor imobiliário diferenciado que bem que poderia ser considerado um artista plástico.
Valter não nega o gosto pela arte, pelo conhecimento, por cultura e por restauração de móveis, por exemplo, mas profissionalmente se apresenta como pintor, “com muito orgulho”, afinal, com sua habilidade e o uso de pincéis e brochas vem proporcionando bem estar e espaços bonitos para seus clientes e “tornando o mundo mais colorido e alegre”.
E tudo começou de uma forma inusitada. Valter era contabilista, atividade que na ocasião lhe parecia importante, trabalhar em escritório seria melhor que uma atividade braçal. Bastaram apenas três anos para ele decidir que esse não era o seu caminho e a mudança de rumo começou com um trabalho para o seu chefe no escritório. Havia pintado os apartamentos da irmã e da cunhada, elas gostaram tanto do resultado e o incentivaram a investir nessa nova profissão. Depois de pintar a casa do antigo chefe, desde 1989 não parou mais e foi se aperfeiçoando cada vez mais, fez cursos no Senai, em escola de cenografia e, para o desenvolvimento desta matéria, o encontramos numa palestra sobre eficiência de atendimento.
Como ocorre em muitas atividades profissionais, há pessoas que estão pintores e há aqueles que realmente são pintores, buscando se desenvolver constantemente. Segundo Valter, essa preocupação o ajudou a buscar respostas para as suas dúvidas em alguns trabalhos de pintura e o levaram a ampliar os seus horizontes em todos os sentidos, principalmente em relação às artes. Quando lhe prometem um presente, se lhe dão opção, diz que prefere um livro de arte. É admirador do artista plástico Claudio Tozzi e já decorou a sala de um amigo com um trabalho que lembra muito a linha criativa desse artista paulista.
Paralelamente à atuação de pintor, Valter gosta muito de restaurar e recuperar móveis antigos, por isso é frequentador habitual de brechós e até de caçambas de entulhos. “Dá uma satisfação muito grande quando transformo um armário velho, uma mesa de madeira nobre de quase 50 anos, que eram considerados lixo, numa obra requintada, sem falar no sentido de contribuição para a sustentabilidade”, diz.
Quanto ao trabalho de pintor, Valter entende que ele deve ser feito com muita responsabilidade, pois lida com a ansiedade e o sonho dos clientes e não pode transformar esse sentimento em pesadelo. O pintor deve definir com precisão o orçamento, a duração do trabalho e cumprir com o que foi prometido, se disse que ia aplicar três demãos de tinta, se ia lavar as paredes primeiramente, lixar e preparar o ambiente de pintura, deve cumprir a promessa.
Atuando dessa maneira, Valter tem transformado o seu trabalho em cartão de visita e, pela divulgação boca-a-boca, vem conquistando clientes exigentes em São Paulo.
Compartilhe esta matéria:
|