11/jun/08
Proteção ambiental, competitividade, desenvolvimento tecnológico e capacitação profissional formam os pilares da estratégia de desenvolvimento setorial definida pela Abrafati - Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas. As atividades desenvolvidas pela Abrafati sustentadas por essa política foram detalhadas, dia 10/6, em São Paulo, num encontro com a imprensa, pelo novo presidente do conselho diretivo da entidade, Fernando Val y Val Peres.
De acordo com o dirigente, uma das novidades de maior impacto para o setor de tintas é o projeto de auto-regulamentação em relação à emissão de VOCs (compostos voláteis orgânicos) na atmosfera, que resultou no estabelecimento de limites para as tintas imobiliárias, válidos a partir deste ano.
Segundo Fernando Peres, o Programa Coatings Care, de atuação responsável em tintas, ganhou forte impulso em 2007 e início de 2008, com a adesão de diversas indústrias, a partir da obrigatoriedade de participação de todas as empresas associadas da Abrafati. Atualmente, 22 empresas fazem parte do programa que, conforme a associação, vêm permitindo ganhos como melhoria em processos, sistematização de técnicas e avanços que facilitam a obediência às exigências da legislação e normas ambientais, além de redução de custos, especialmente de energia e na menor geração de resíduos.
Em relação ao Programa Setorial de Qualidade - Tintas Imobiliárias, o presidente da Abrafati disse que a principal novidade é a publicação, neste mês de junho, da versão revisada da norma técnica NBR-15079, que torna obrigatória a menção, na embalagem, do nível de desempenho das tintas látex: Econômica, Standard ou Premium que, segundo ele, facilitará a sua identificação pelo consumidor. “Essa norma se soma a outras 30 que vem contribuindo para a redução do volume de tintas de baixíssima qualidade existentes no mercado”, completou Fernando Peres.
Números
Os primeiros meses de 2008 confirmam a tendência de ótimo desempenho de vendas de tintas, iniciada em 2007. Segundo a Abrafati, as vendas cresceram entre 7% e 10% este ano, quando comparadas com o ano anterior. Segundo Fernando Peres, são diversos os fatores positivos que justificam a expectativa, a começar pela maior oferta de crédito, o alongamento dos prazos de pagamento e o aumento da renda, que contribuíram para estimular a construção habitacional e as reformas.
Uma das preocupações do setor no momento, no entanto, é o elevado aumento de preço do petróleo, que somente este ano já subiu mais de 30%. O produto é uma das principais matrizes de matérias-primas das indústrias de tintas, os solventes, por exemplo, e o alto custo desses insumos pode comprometer o crescimento do setor nos níveis esperados.
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