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As cores

Teoria das cores

A cor está tão presente no nosso cotidiano que em geral não nos damos conta disso. A cor nada mais é que uma sensação provocada pela luz sobre os órgãos da visão, os nossos olhos. A cor não tem existência material. Só podemos perceber as cores na presença de luz. Podemos estudá-las sob dois aspectos diretamente relacionados, embora aparentemente opostos: a cor-luz e a cor-pigmento.

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   • Cor-pigmento

   • Isocromia

   • A cor na publicidade

   • Gradação das cores

   • Cores análogas

   • Para saber mais



A cor-luz pode ser observada através dos raios luminosos e se baseia na luz solar. É representada pela soma de três cores aditivas: vermelho, verde e azul (em inglês, red, green e blue - RGB). Cor-luz é a própria luz que pode se decompor em muitas outras cores. A mistura das três cores aditivas produz a luz branca.

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Cor pigmento é a substância material que conforme sua natureza absorve, refrata e reflete os raios luminosos componentes da luz que se difunde sobre ela. São o Ciano, Magenta e Amarelo (Cian, Magenta, Yellow - CMY), que misturadas em partes produzem outras milhões de cores subtrativamente. A soma total delas produz um preto turvo. Este modelo de cor é largamente utilizado nas Artes Gráficas.

A cor-pigmento é, pois, a substância usada para imitar os fenômenos da luz-cor. Essas tintas podem ser extraídas de vários materiais, alguns de origem vegetal, outros de origem animal, e até materiais de origem mineral, também para o mesmo efeito podem ser usados químicos. Claro que o resultado final, o pigmento, surge depois de os materiais serem sintetizados por processos industriais.

As cores influenciam diretamente no humor das pessoas e um objeto bem iluminado se torna mais seguro. Existem diversas experiências que comprovam que as cores influenciam no comportamento das pessoas. Por exemplo, usar cores frias em ambientes que se trabalham com fornos, cores claras em cabinas de barcos dando a sensação de maior. Existe uma certa padronização de cores no meio de trabalho.

O arco íris, além de ser um lindo fenômeno da natureza, nos ajuda a entender a composição das cores. Ao incidir nas gotas de água da chuva pelas quais passa, os raios da luz solar, atravessando as nuvens, se decompõem em várias cores. A luz solar é composta de radiações de ondas de diferentes comprimentos. Isaac Newton, físico do século XVIII, utilizando-se de um prisma transparente, reproduziu um arco-íris dentro de casa para provar que essas radiações de ondas diferentes são coloridas e compõem-se de sete cores básicas: Vermelho, Laranja, Amarelo - ondas longas; Verde - intermediário; Azul, Índigo e Violeta - ondas curtas. A faixa colorida que Isaac Newton obteve ao separar as cores é chamada de "espectro solar". Nem todas as cores podem ser vistas por nossos olhos. O infra-vermelho e o ultra-violeta por exemplo, não são cores visíveis no arco-íris. Assim o que vemos é o espectro das seis cores visíveis: azul violeta, azul ciano, verde, amarelo limão, vermelho alaranjado e vermelho magenta (blue, cian, green, yellow, red e magenta). Alguns estudos consideram também o azul anil como cor visível e sendo assim temos no espectro solar um total de sete cores.

As cores podem ser somadas e, assim, surgem novas cores. Três cores visíveis do espectro são chamadas de cores primárias: o vermelho alaranjado, o verde e o azul violeta, também conhecidas em linguagem técnica pelos nomes em inglês: Red, Green e Blue (RGB). Misturando apenas essas três cores, em proporções e intensidades variadas, podemos obter todas as outras, mesmo as que não estão no espectro solar, como os tons de marrons, por exemplo.

Ao misturarmos o vermelho alaranjado com o verde temos o amarelo limão; o azul violeta com o vermelho alaranjado, o vermelho magenta; e o verde com o azul violeta, o azul cian. Somando as três, temos o branco. Enquanto o branco é a soma de todas as cores, o preto é a ausência delas. Ou seja, o preto é a ausência da luz. Essa mistura é chamada de aditiva, pois estamos somando as cores. Usamos também a intensidade da cor para completar uma mistura, ou seja, a maior ou menor intensidade da luminosidade da cor também forma outras cores. Esse sistema aditivo de mistura das cores conhecido como RGB, ao qual já nos referimos, é o que forma as cores dos sistemas de comunicação visual, como a televisão e até mesmo o monitor do seu computador.

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Gradação é a mistura gradativa entre as cores formando novas cores a partir das primárias, as secundárias, o branco e o preto. Essa mistura gradativa é conhecida como "degradê". A mistura gradativa das cores forma novas cores pela variação de intensidade e tonalidade.

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Matiz é a cor em sua máxima intensidade; é a própria cor. É também a variação de tonalidade obtida pela mistura de duas cores em sua máxima intensidade, sem mistura de pigmentos pretos ou brancos, formando novas cores. No círculo cromático e na estrela das cores podemos ver todas as matizes entre as cores primárias e secundárias que sejam vizinhas (cores análogas). É na mistura da matiz de uma cor primária com uma secundária que aparecem as cores terciárias, mesmo que as duas cores não sejam vizinhas no círculo cromático.

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Isocromia é a harmonia obtida em uma composição usando-se cores diferentes, mas que implicam uma na outra. Por exemplo, uma pintura que tem o magenta como cor predominante e o uso de uma de suas matizes.

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A mistura gradativa entre as cores do círculo cromático é um matiz gradativo, um "degradê" que forma uma escala entre duas cores. Essa variação também é conhecida como matiz e, quando é feita entre uma cor primária e uma secundária que sejam vizinhas no círculo cromático, forma uma escala de cores análogas. As cores análogas são semelhantes em sua composição.

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O estudo das cores fica cada vez mais interessante quando nos damos conta da grande influência que elas exercem sobre nós. As cores definem ações, são usadas para decoração, para esconder, ressaltar, para demonstrar sentimentos e até para a cura. A Cromoterapia é um tratamento que utiliza a energia das cores para harmonizar o ser humano. Em Cromoterapia, as 3 cores primárias (luz energética) são: Vermelho, Verde e Azul (o conhecido RGB). E tratando-se de pigmentação, o vermelho, o amarelo e o azul são as cores básicas. Então já deu para entender que existe uma diferença entre "cor-luz" e "cor-pigmentação".

As cores de ondas que seguem a direção do vermelho são cores voltadas para a matéria, para sensações. Em química, é a parte ácida. As cores de ondas que seguem em direção ao violeta, são cores voltadas para o desconhecido, ou seja, o mundo espiritual. Em química, é a parte básica, ou alcalina. Segundo a cromoterapia, em nosso corpo físico temos uma parte ácida e outra alcalina, que devem estar sempre em equilíbrio.

A seguir, alguns exemplos de cores e de seus efeitos sobre nós:

Branca - Paz espiritual, simboliza a pureza. Abre a consciência para o infinito, revitaliza o cérebro.

Lilás - sorte, transforma as energias negativas em positivas. Um modesto corte ou até uma grande infecção, terá sempre na cor lilás uma ação saneadora e força de cauterização.
 
Azul - Paz, harmonia em família e simboliza a fidelidade. Regenerador intenso no tratamento dos problemas ósseo, nervoso e muscular .
 
Amarelo - Prosperidade, purificação e luminosidade. Contribui de maneira acentuada na cura de problemas ligados a cálculos renais, biliares e vesiculares.
 
Rosa - Amor, harmonia e esperança. Dirigido exclusivamente à corrente sanguínea, funcionando como ativador estimulante e regenerador das funções cardíacas.
 
Verde - Saúde, bem estar e estabilidade. Há quem afirme que é a cor do equilíbrio entre a natureza física e o espírito imortal, normalmente usada para limpeza da aura. Atua principalmente sobre os órgãos do abdômen.
 
Vermelho - Energia, força física e vitalidade. Desperta a vontade e induz o ser às paixões.

Cores suaves são usadas geralmente para dormitórios, porque estimulam o repouso. A cor atrai a atenção e prende a vista de acordo com o grau de visibilidade. A visibilidade depende grandemente do contraste e da pureza da cor. Por exemplo, o amarelo é uma cor de grande visibilidade e torna-se ainda mais quando tem, no fundo, a sua cor complementar, o azul. De um modo geral, todas as cores são mais visíveis junto com as suas complementares, desde que estas sejam suavizadas, ou escurecidas.

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A cor na embalagem é o que realmente faz a diferença na hora da compra. A embalagem vende por si só. Além do desenho do produto, a tipologia empregada e a aplicação de cromia, a cor tem muita influência na decisão de um produto e não outro. Portanto, é para ela que devem se dirigir os primeiros cuidados principalmente se considerarmos as ligações emotivas que envolve e seu grande poder sugestivo e persuasivo. A cor na embalagem age sobre a mente e atua sobre a sensibilidade e está ligada diretamente às funções ópticas, fisiológicas e neurológicas. A classificação das sensações luminosas é feita pelo cérebro e é ele que identifica as cores primárias de onde derivam todas as outras tonalidades. Mesmo que determinadas pessoas afirmem gostar mais de uma cor ou tom e não de outra, ninguém ignora a força emotiva das cores básicas, que agem como estímulo fisiológico violento e que tem, inclusive, o poder de alterar a respiração e muitas vezes modificar a pressão arterial. Existem outras associações com relação às cores e produto. A cor na embalagem pode atingir as pessoas na sua necessidade de se alimentar, no seu desejo de possuir saúde e prestígio ou de personalidade ou ainda aparência. Também influencia na questão de peso, ou seja, se você utilizar numa embalagem cores muito escuras ela se tornará muito pesada.

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Para saber mais sobre as cores, consulte os seguintes sites:

http://www.eletronica.com/arte/cor/cor_historia.htm

Pesquisa sobre as cores e seus efeitos na vida das pessoas:
www.colorindo.hpg.com.br

Sobre mistura de cores (ed. artística):
http://www.complex-x.net/teoria/aber_main.htm
http://www.colormix.com

Assuntos diversos para pesquisa escolar:
http://www.netprof.pt/HomeNetProf.htm

Cor luz/física:
http://www.netprof.pt/fisica_quimica/4_quimica_temas_luzcorobjectos.htm
http://users.sti.com.br/mvalim/imagem.htm


Cor luz:
http://www.fisica.ufc.br/coresluz.htm

Cromoterapia e psicologia das cores:
http://www.artecor.com.br/Informativo/contra.htm

Empresa de consultoria:
http://www.cordesign.com.br
http://www.rainbowqt.com.br

Pigmentos naturais:
http://www.netprof.pt/HomeNetProf.htm

Teoria das cores/colorimetria/informática:
http://www.inf.puc-rio.br/~bacellar/index_port.htm

Decoração/uso da cor na pintura residencial:
http://www.alba.com.ar/uso_c.html

BIBLIOGRAFIA

Cores Cor - Uso e abuso, Ismael Guarnelli
Desktop Publishing - Revista de Editoração Eletrônica, Computação Gráfica, pré-impressão e multimídia, Expressão Editorial, Itú, SP.

Galeria de Arte - Cor, Alison Cole
Editora Manole, S. Paulo - SP, 1994

À Mão Livre - A Linguagem do Desenho, Philip Hallawell
Companhia Melhoramentos, S. Paulo, 1994

Color, musica y vibracion, Dr Bernard Jensen (traduzido por Teresa Sans Morales) Mandala Ediciones - Madrid, 1992

Iniciação à Pintura - Estudos Técnicos, Edson Motta e Maria Luiza Guimarães Salgado
Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro - RJ, 1976

Da Cor a Cor Inexistente, Israel Pedrosa
Editora Universidade de Brasília, Brasília - DF - 1982

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Veja também:

- A cor como informação

- A assinatura emocional das cores

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