
A
cor está tão presente no nosso cotidiano que em geral não nos
damos conta disso. A cor nada mais é que uma sensação provocada
pela luz sobre os órgãos da visão, os nossos olhos. A cor não
tem existência material. Só podemos perceber as cores na
presença de luz. Podemos estudá-las sob dois aspectos
diretamente relacionados, embora aparentemente opostos: a cor-luz
e a cor-pigmento.
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A
cor-luz pode ser observada através dos raios luminosos e se
baseia na luz solar. É representada pela soma de três cores
aditivas: vermelho, verde e azul (em inglês, red, green e blue -
RGB). Cor-luz é a própria luz que pode se decompor em muitas
outras cores. A mistura das três cores aditivas produz a luz
branca.
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Cor
pigmento é a substância material que conforme sua natureza
absorve, refrata e reflete os raios luminosos componentes da luz
que se difunde sobre ela. São o Ciano, Magenta e Amarelo (Cian,
Magenta, Yellow - CMY), que misturadas em partes produzem outras
milhões de cores subtrativamente. A soma total delas produz um
preto turvo. Este modelo de cor é largamente utilizado nas Artes
Gráficas.
A cor-pigmento é, pois, a substância usada para imitar os
fenômenos da luz-cor. Essas tintas podem ser extraídas de
vários materiais, alguns de origem vegetal, outros de origem
animal, e até materiais de origem mineral, também para o mesmo
efeito podem ser usados químicos. Claro que o resultado final, o
pigmento, surge depois de os materiais serem sintetizados por
processos industriais.
As
cores influenciam diretamente no humor das pessoas e um objeto bem
iluminado se torna mais seguro. Existem diversas experiências que
comprovam que as cores influenciam no comportamento das pessoas.
Por exemplo, usar cores frias em ambientes que se trabalham com
fornos, cores claras em cabinas de barcos dando a sensação de
maior. Existe uma certa padronização de cores no meio de
trabalho.
O
arco íris, além de ser um lindo fenômeno da natureza, nos ajuda
a entender a composição das cores. Ao incidir nas gotas de água
da chuva pelas quais passa, os raios da luz solar, atravessando as
nuvens, se decompõem em várias cores. A luz solar é composta de
radiações de ondas de diferentes comprimentos. Isaac Newton,
físico do século XVIII, utilizando-se de um prisma transparente,
reproduziu um arco-íris dentro de casa para provar que essas
radiações de ondas diferentes são coloridas e compõem-se de
sete cores básicas: Vermelho, Laranja, Amarelo - ondas longas;
Verde - intermediário; Azul, Índigo e Violeta - ondas curtas. A
faixa colorida que Isaac Newton obteve ao separar as cores é
chamada de "espectro solar". Nem todas as cores podem
ser vistas por nossos olhos. O infra-vermelho e o ultra-violeta
por exemplo, não são cores visíveis no arco-íris. Assim o que
vemos é o espectro das seis cores visíveis: azul violeta,
azul ciano, verde, amarelo limão, vermelho alaranjado e vermelho magenta (blue, cian, green, yellow, red e magenta). Alguns estudos consideram também o azul anil como cor visível e sendo assim temos no espectro solar um total
de sete cores.
As
cores podem ser somadas e, assim, surgem novas cores. Três cores
visíveis do espectro são chamadas de cores primárias: o vermelho alaranjado, o verde e o azul violeta,
também conhecidas em linguagem técnica pelos nomes em inglês: Red, Green e Blue (RGB). Misturando apenas essas três
cores, em proporções e intensidades variadas, podemos obter
todas as outras, mesmo as que não estão no espectro solar, como
os tons de marrons, por exemplo.
Ao
misturarmos o vermelho alaranjado com o verde temos o amarelo limão; o azul violeta com o vermelho alaranjado, o vermelho magenta; e o verde com o azul violeta, o azul cian. Somando
as três, temos o branco. Enquanto o branco é a soma de todas as cores, o preto é a ausência delas. Ou seja, o preto é a ausência da luz. Essa mistura é chamada
de aditiva, pois estamos somando as cores. Usamos
também a intensidade da cor para completar uma mistura, ou seja,
a maior ou menor intensidade da luminosidade da cor também forma
outras cores. Esse sistema aditivo de mistura das
cores conhecido como RGB, ao qual já nos referimos, é o
que forma as cores dos sistemas de comunicação visual, como a
televisão e até mesmo o monitor do seu computador.
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Gradação
é a mistura gradativa entre as cores formando novas cores a
partir das primárias, as secundárias, o branco e o preto. Essa
mistura gradativa é conhecida como "degradê". A
mistura gradativa das cores forma novas cores pela variação de
intensidade e tonalidade.
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Matiz
é a cor em sua máxima intensidade; é a própria cor. É também
a variação de tonalidade obtida pela mistura de duas cores em
sua máxima intensidade, sem mistura de pigmentos pretos ou
brancos, formando novas cores. No círculo cromático e na estrela
das cores podemos ver todas as matizes entre as cores primárias e
secundárias que sejam vizinhas (cores análogas). É na mistura
da matiz de uma cor primária com uma secundária que aparecem as
cores terciárias, mesmo que as duas cores não sejam vizinhas no
círculo cromático.
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Isocromia
é a harmonia obtida em uma composição usando-se cores
diferentes, mas que implicam uma na outra. Por exemplo, uma
pintura que tem o magenta como cor predominante e o uso de uma de
suas matizes.
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A
mistura gradativa entre as cores do círculo cromático é um
matiz gradativo, um "degradê" que forma uma escala
entre duas cores. Essa variação também é conhecida como matiz
e, quando é feita entre uma cor primária e uma secundária que
sejam vizinhas no círculo cromático, forma uma escala de cores
análogas. As cores análogas são semelhantes em sua
composição.
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O
estudo das cores fica cada vez mais interessante quando nos damos
conta da grande influência que elas exercem sobre nós. As cores
definem ações, são usadas para decoração, para esconder,
ressaltar, para demonstrar sentimentos e até para a cura. A
Cromoterapia é um tratamento que utiliza a energia das cores para
harmonizar o ser humano. Em Cromoterapia, as 3 cores primárias
(luz energética) são: Vermelho, Verde e Azul (o conhecido RGB).
E tratando-se de pigmentação, o vermelho, o amarelo e o azul
são as cores básicas. Então já deu para entender que existe
uma diferença entre "cor-luz" e
"cor-pigmentação".
As
cores de ondas que seguem a direção do vermelho são cores
voltadas para a matéria, para sensações. Em química, é a
parte ácida. As cores de ondas que seguem em direção ao
violeta, são cores voltadas para o desconhecido, ou seja, o mundo
espiritual. Em química, é a parte básica, ou alcalina. Segundo
a cromoterapia, em nosso corpo físico temos uma parte ácida e
outra alcalina, que devem estar sempre em equilíbrio.
A
seguir, alguns exemplos de cores e de seus efeitos sobre nós:
Branca - Paz espiritual, simboliza a pureza. Abre a consciência para o
infinito, revitaliza o cérebro.
Lilás - sorte, transforma as energias negativas em positivas. Um modesto
corte ou até uma grande infecção, terá sempre na cor lilás
uma ação saneadora e força de cauterização. |
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Azul
- Paz, harmonia em família e simboliza a fidelidade. Regenerador
intenso no tratamento dos problemas ósseo, nervoso e muscular . |
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Amarelo - Prosperidade, purificação e luminosidade. Contribui de maneira
acentuada na cura de problemas ligados a cálculos renais,
biliares e vesiculares. |
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Rosa - Amor, harmonia e esperança. Dirigido exclusivamente à corrente
sanguínea, funcionando como ativador estimulante e regenerador
das funções cardíacas. |
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Verde - Saúde, bem estar e estabilidade. Há quem afirme que é a cor
do equilíbrio entre a natureza física e o espírito imortal,
normalmente usada para limpeza da aura. Atua principalmente sobre
os órgãos do abdômen. |
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Vermelho - Energia, força física e vitalidade. Desperta a vontade e induz
o ser às paixões. |
Cores
suaves são usadas geralmente para dormitórios, porque estimulam
o repouso. A cor atrai a atenção e prende a vista de acordo com
o grau de visibilidade. A visibilidade depende grandemente do
contraste e da pureza da cor. Por exemplo, o amarelo é uma cor de
grande visibilidade e torna-se ainda mais quando tem, no fundo, a
sua cor complementar, o azul. De um modo geral, todas as cores
são mais visíveis junto com as suas complementares, desde que
estas sejam suavizadas, ou escurecidas.
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A
cor na embalagem é o que realmente faz a diferença na hora da
compra. A embalagem vende por si só. Além do desenho do produto,
a tipologia empregada e a aplicação de cromia, a cor tem muita
influência na decisão de um produto e não outro. Portanto, é
para ela que devem se dirigir os primeiros cuidados principalmente
se considerarmos as ligações emotivas que envolve e seu grande
poder sugestivo e persuasivo. A cor na embalagem age sobre a mente
e atua sobre a sensibilidade e está ligada diretamente às
funções ópticas, fisiológicas e neurológicas. A
classificação das sensações luminosas é feita pelo cérebro e
é ele que identifica as cores primárias de onde derivam todas as
outras tonalidades. Mesmo que determinadas pessoas afirmem gostar
mais de uma cor ou tom e não de outra, ninguém ignora a força
emotiva das cores básicas, que agem como estímulo fisiológico
violento e que tem, inclusive, o poder de alterar a respiração e
muitas vezes modificar a pressão arterial. Existem outras
associações com relação às cores e produto. A cor na
embalagem pode atingir as pessoas na sua necessidade de se
alimentar, no seu desejo de possuir saúde e prestígio ou de
personalidade ou ainda aparência. Também influencia na questão
de peso, ou seja, se você utilizar numa embalagem cores muito
escuras ela se tornará muito pesada.
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Para
saber mais sobre as cores, consulte os seguintes sites:
http://www.eletronica.com/arte/cor/cor_historia.htm
Pesquisa
sobre as cores e seus efeitos na vida das pessoas:
www.colorindo.hpg.com.br
Sobre
mistura de cores (ed. artística):
http://www.complex-x.net/teoria/aber_main.htm
http://www.colormix.com
Assuntos diversos para pesquisa escolar:
http://www.netprof.pt/HomeNetProf.htm
Cor luz/física:
http://www.netprof.pt/fisica_quimica/4_quimica_temas_luzcorobjectos.htm
http://users.sti.com.br/mvalim/imagem.htm
Cor luz:
http://www.fisica.ufc.br/coresluz.htm
Cromoterapia e psicologia das cores:
http://www.artecor.com.br/Informativo/contra.htm
Empresa de consultoria:
http://www.cordesign.com.br
http://www.rainbowqt.com.br
Pigmentos naturais:
http://www.netprof.pt/HomeNetProf.htm
Teoria das cores/colorimetria/informática:
http://www.inf.puc-rio.br/~bacellar/index_port.htm
Decoração/uso da cor na pintura residencial:
http://www.alba.com.ar/uso_c.html
BIBLIOGRAFIA
• Cores
Cor - Uso e abuso, Ismael
Guarnelli
Desktop Publishing - Revista de Editoração Eletrônica,
Computação Gráfica, pré-impressão e multimídia, Expressão
Editorial, Itú, SP.
• Galeria de Arte - Cor, Alison Cole
Editora Manole, S. Paulo
- SP, 1994
• À Mão Livre - A Linguagem do Desenho, Philip Hallawell
Companhia Melhoramentos, S. Paulo, 1994
• Color, musica y vibracion, Dr Bernard Jensen (traduzido por
Teresa Sans Morales) Mandala Ediciones - Madrid, 1992
• Iniciação à Pintura - Estudos Técnicos, Edson Motta e
Maria Luiza Guimarães Salgado
Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro - RJ, 1976
• Da Cor a Cor Inexistente, Israel Pedrosa
Editora
Universidade de Brasília, Brasília - DF - 1982
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