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As cores

Tratado de Ontologia das Cores:
segunda edição chega ao mercado

12/dez/03

Azul

Azul, o espiritual humano. Azul reflete na faixa das altas freqüências. Realidade surgida depois do surgimento da matéria e da vida - ontologia da realidade espiritual. Na medida em que os matizes graduam-se em azul, neles as presenças de outros matizes vão diminuindo.

A subjetividade como interioridade singular e a intersubjetividade como relação com os outros eus. Espírito como a síntese da Consciência e da Razão num ente cósmico. Espírito como memória, inteligência, intelecção, raciocínio, ideação, pensamento, reflexão, autoconsciência, juízo, cognição, sentimento, imaginação, volição, devaneio, mundo do conhecimento, das artes, das religiões, da moral, do Logos.

O inteligívil, o abstrato, o não-físico

No meio líquido: sensação de um mundo solidamente plástico. Transição para a terra firme: a mudança de um espaço de densidade ponderável para um espaço de densidade rarefeita. Para o psiquismo simples do tronco cerebral, significou como que a passagem do ponderável para o imponderável, do sensível para o não-sensível. No ambiente das representações mentais do Homo Sapiens Sapiens: passagem do material para o espiritual, vinculada à cor azul do novo ambiente feito de espaço. Nas filosofias e teologias um mesmo nome para o ar e para o espírito: pneuma.

O azul como conhecimento

Espiritual expresso nos processos da memorização, do entendimento, do juízo e da consciência. Consolida-se nas atividades espirituais do conhecimento, em especial. Mas não devemos achar que o exercício da espiritualidade da qual o azul é designativo, se efetiva através do conhecimento admitido. Não apenas como de absorção de informação; também como análise e síntese para a compreensão e interpretação do mundo e dos valores de sentimentos, ativador da cognição.

Capacidade de assimilar a cientificidade e a inteligibilidade inerentes às coisas e aos processos. Versatilidade intelectual para a sintonização de novos paradigmas lógicos. Capacidade de imaginação teórica para elaboração de métodos e processos. Assimilação e compreensão das leis, princípios e conexões de causalidades dos processos.

O azul nos ambientes

Dá às coisas a consistência sutil da espacialidade. Tudo parece adquirir mais leveza e transparência, tornando-se mais tênue e sutil. Tudo parece sair de seus lugares para flutuar no espaço do ambiente. Cor aérea: deve-se evitar o seu uso nos pisos e nas partes baixas dos recintos. Anula a atmosfera depressiva dos dias nublados.

Cor para os quartos de dormir: produz sono. Para ambientes onde são realizados trabalhos intelectuais. Transmite sensação de luxo com aristocracia, requinte com intelectualidade, sofisticação com sobriedade. Em tons escuros torna o ambiente noturno.

Tratado de Ontologia das Cores - Autor: Osny Ramos - Publicação: Jomar Editora. Mais dados sobre o livro e o autor no site da editora: www.jomareditora.com.br.

Clique para saber mais sobre as cores:
branco / preto / vermelho / amarelo / verde / azul / violeta

Veja também:

- A cor como informação

- Livro aborda papel da cor no processo criativo

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