Por
Alex Botsaris*
Em
geral as pessoas não acreditam que as cores possam influenciar
de forma positiva na própria vida. E a pergunta é clássica:
como o vermelho, azul, verde ou amarelo podem me trazer benefícios?
A resposta é simples: pelos olhos. O estímulo colorido
depois de captado pelos olhos é assimilado pelo cérebro
e provoca a liberação de neurotransmissores, que influenciam
no humor e nas funções fisiológicas do organismo.
O
Egito dos antigos faraós já conhecia e praticava a cromoterapia.
Ela foi muito utilizada para produzir certos efeitos psico-emocionais,
além de ser empregada no equilíbrio do corpo. Assim curavam
determinadas doenças ou feridas. O registro mais antigo sobre
o poder terapêutico das cores foi encontrado na Índia,
em textos produzidos há cerca de três mil anos nos Vedas,
livros sagrados dos hindus.
Das
poucas pesquisas sobre o assunto, a maioria foi realizada por pesquisadores
russos ao observar a reação da projeção
de luz colorida na retina. A aplicação de uma tonalidade
calmante em pacientes com problemas crônicos de rim revelou-se
capaz de baixar a pressão do sangue, melhorar a circulação
e diminuir a agregação das plaquetas. Em princípio,
todos podem procurar a cromoterapia como tratamento único ou
paralelo a outro método convencional. As pessoas mais emotivas
e sujeitas a doenças psicossomáticas são as mais
beneficiadas por essa terapia que oficialmente veio para o Brasil há
mais de 15 anos. Aos poucos ela é difundida entre médicos
e a população em geral, embora ainda não exista
nenhum grande centro nacional de referência ou pesquisa.
A
metodologia da cromoterapia é relativamente simples. Em primeiro
lugar, o profissional faz um histórico detalhado do paciente
que compreende o seu perfil psicológico, odores, tipos de música,
preferência por cores, entre outros. Com a união de todos
esses dados, ele pode, inclusive, estabelecer uma analogia com os chakras,
de acordo com os conceitos da medicina ayurvédica. Consta ainda
da coleta de dados uma avaliação da aparência externa
da pessoa - cor e o estado das unhas, cabelos, pele e dentes - e leva
em consideração o simbolismo contido em suas palavras
e postura. Alguns profissionais usam o pêndulo - o mesmo utilizado
na radioestesia - ou uma avaliação bio-psico-mecânica
chamada O-RingTest para medir o campo energético do paciente.
O
tratamento básico é dividido em quatro sessões
semanais de quarenta minutos cada, durante as quais é feita a
aplicação direta de um foco de luz sobre o corpo inteiro
do indivíduo. Há casos que a incidência tópica
de determinadas cores é necessária. Desta forma, o terapeuta
muda a dieta do paciente que passa a colorir a água a ser ingerida,
e modifica a alimentação de acordo com os grupos de cores
em que os alimentos são classificados. Outra sugestão
pode ser a alteração na decoração da casa
e no ambiente de trabalho e no próprio guarda-roupa da pessoa.
A principal vantagem da cromoterapia é o baixo custo do tratamento.
As sessões são ambulatoriais e a técnica dispensa
a compra de medicamentos. Uma das desvantagens é a necessidade
de aplicação de focos de luz em casa, pois os bons filtros
de cor são caros. A crescente proliferação desordenada
de terapias ditas alternativas resultou no surgimento de profissionais
pouco qualificados. Assim é necessário muito cuidado na
hora de procurar um tratamento.
Aplicação
das cores
Vermelho
- Cor ativa e estimulante. Aumenta o desejo e a impulsividade sexual.
É indicada em casos de anemia, preguiça, impotência
sexual e frigidez.
Amarelo
- Cor da vivacidade e da alegria. Estimula a desinibição,
o relaxamento e a espiritualidade. É indicada em casos de doenças
psicossomáticas em geral.
Verde
- Símbolo da esperança, é a cor da resistência
e da perseverança. É indicada nos casos de depressão,
falta de memória, de motivação e prisão
de ventre.
Azul
- Cor suave que produz calma, tranqüilidade, segurança,
afetividade e paz. É indicada em casos de estresse, nervosismo,
insônia, irritabilidade e pressão alta.
Violeta
- Cor do sonho e dos desejos espirituais. Produz equilíbrio entre
os sistemas simpático e parassimpático do nosso organismo.
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