Por
Harlley Alves
Tudo
azul? Ou melhor, tudo bem? É com a cor do céu nos dias
ensolarados que o brasileiro identifica a felicidade de um dia bom e
alegre. Aqui, 'estar tudo azul' equivale àqueles dias mais para
cima, quando tudo corre perfeitamente bem.
A
idéia decorre de que o céu é um dos indicadores
da cor azul e nos países quentes está associado ao céu
quase anil das paisagens tropicais. Já nos países frios,
é induzido pelo brando azulado do gelo, da neve e da água
do mar, carregando efeitos um pouco mais depressivos, especialmente
nos tons acinzentados. Não é à toa que o Blues
seja uma música de lamentos.
Nas
passagens de alguns filmes norte-americanos, a passagem 'I don't want
to feel blue' é uma referência clara à tristeza,
onde o 'sentir-se azul', refere-se a um estado de solidão ou
de vazio. O azul estimula a lealdade e expressa o verdadeiro, compreendendo
um certo arquétipo de que os nobres da antiguidade eram os guardiões
do saber.
Diferenças
continentais à parte, a cor azul carrega os aspectos do céu,
aspectos celestiais, estando o azul celeste muito presente nos santos
da igreja católica, incluindo o manto da Virgem Maria. É
tida como uma cor espiritual, com propriedades de pureza, simplicidade
e frescor.
Muito
perceptiva, favorece as atividades meditativas e a contemplação
do azul-celeste traz relaxamento ao sistema nervoso central. Uma cor
que pode, ainda, ser sedativa e curativa, diminuindo a pressão
arterial. Uma de suas especialidades é auxiliar na tomada de
decisões, quando sobrepõe o racional ao emocional. Além
de ser revitalizante, é fresca e acalma, reduzindo o estresse
e proporcionando o sono. Por outro lado, não é positiva
para o aprendizado, porque sua exposição prolongada provoca
indiferença e retração.
Em
ambientes residenciais e de descanso, propicia a paz e a calma. No teto,
é celestial, frio, intangível, pesado e opressivo, se
for escuro. Na parede, continua a frieza e distância, ainda aprofundado
os espaços, quando escurecido. Nos pisos e em nuances claras,
inspira movimentos sem esforço.
O
azul não é indicado para alimentos, porque representa
o veneno, contudo é bebível e faz muito sucesso nas bebidas.
Nos tons claros e brilhantes, é sempre uma cor jovem, limpa,
saudável e esportiva. Sua associação ao violeta
cria impressões de assepsia e limpeza.
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