11/out/07
Amarelo “abacaxi maduro” é a cor apontada pelo Colour Futures 2008 como a cor do ano que vem. O estudo internacional de tendências de cores da ICI Paints, que detém a marca da Tintas Coral, foi divulgado dia 9/10, em São Paulo.
Como vem fazendo já há 5 anos, uma equipe de especialistas da ICI Paints desenvolveu um estudo de cores, baseado em tendências mundiais de diversas áreas, como arquitetura, decoração, design, moda, cultura e da própria sociedade. O resultado é uma paleta de cores contemporâneas, guiada pelo estudo.
De acordo com a inglesa Nicki Barton, coordenadora mundial do Colour Futures, que veio a São Paulo para falar sobre o estudo, o amarelo é capaz de transmitir otimismo, respeito, esplendor e bem-estar, transcendendo culturas e preferências nacionais. Trata-se de um tom associado a conceitos opostos: oriente e ocidente, contemporaneidade e tradicionalismo, espírito e intelecto. “É essa dualidade que torna o amarelo tão importante para 2008”, disse.
Temas chaves
A edição do Colour Futures 2008 traz cinco temas chaves: “Natureza ao Redor”, “Movimento das Águas”, “Arte da Forma, “Beleza Oculta” e “Jornada de Idéias”. Cada um deles é uma coleção de cores baseadas nas várias famílias que, em conjunto, segundo o estudo, refletem tendências em estilo.
Família de cores
A equipe do Colour Futures prevê as cores de duas maneiras – Família de Cores e Temas. As Famílias de Cores são uma coleção de cores que se encaixam em um mesmo matiz. Como por exemplo, uma coleção de vermelhos. A equipe do Colour Futures prevê cores para oito matizes – vermelhos, laranjas, amarelos, neutros, verdes, azuis, violetas e frios.
As famílias de cores foram os pilares para os Temas. Um tema é uma coleção de cores baseada em cores de várias famílias que trabalham conjuntamente para refletir tendências em estilo.
Transição das cores
O estudo do Colour Futures para 2008 apontou uma migração para cores bem mais definidas e sem ambigüidade – cada família de cores está claramente separada, com poucas interseções confusas. Isso significa, segundo o estudo, uma volta às tonalidades com as quais é ‘fácil conviver’, enraizadas na natureza e na paisagem – algumas tonalidades sintéticas mais exageradas dos últimos anos foram eliminadas.
Os vermelhos estão mais vibrantes e maduros; tons vermelhos profundos e femininos contrastam com rosas mais infantis.
Os laranjas voltaram à uma paleta orgânica, com tons de terra e de areia – o aspecto vibrante desapareceu por completo.
Os amarelos são verdadeiros e luminosos – tonalidades que representam o futuro e o passado, a inovação e a tradição.
Os neutros têm vida e energia, tonalidades de organismos vivos e uma sensação de regeneração.
Os verdes transmitem uma sensação de sustentabilidade – uma gama de tonalidades botânicas de forte presença, sendo, ao mesmo tempo, quentes e estimulantes.
Os azuis apresentam uma fluidez translúcida e aquática – tonalidades sonhadoras influenciadas fortemente pelo verde – no geral, uma gama mais suave que a do ano passado.
Os violetas estão bastante diminuídos e polarizados em duas áreas – roxos vibrantes e robustos e tonalidades mais sombreadas, quase neutras.
Os frios perderam o elemento esverdeado a favor de uma nova pureza de tons – eternos, modernos e lisos.
Para divulgar o lançamento da edição 2008 do Colour Futures, em São Paulo, a Coral convidou para um bate-papo um grupo de profissionais de diversas áreas envolvidas com a cor. Estiveram presentes para manifestarem suas opiniões: Dudu Bertolini, estilista; Olivier Rafaelli, arquiteto; Klaus Mitteldorf, fotógrafo; Christian Hallot, jóias H.Stern; Silvana Helena Occhialini, decoradora/Feng Shui; Javier Talavera, publicitário; e Celso Kamura, maquiador/cabeleireiro.
A idéia que ficou do encontro foi a de que, para todas as áreas, o estudo de tendências de cores é importante para ajudar as pessoas e as atividades comerciais a se posicionarem. Por exemplo, na indústria da moda, as empresas precisam se planejar com antecedência para fabricarem os tecidos indicados pelos estilistas. O mesmo vale para as cores dos automóveis e das residências.
De qualquer forma, segundo o estilista Dudu Bertolini, cor é muito mais um elemento de identidade pessoal e, nesse sentido, o gosto específico do cliente deve ser respeitado, “mesmo porque a moda, particularmente, está muito fragmentada”.
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