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As cores

A preferência dos brasileiros
para as cores de carros

Por Harlley Alves

As cores branca, preta e prata ainda são as preferidas do brasileiro na hora de comprar um carro novo. Ele até pode manifestar seu gosto pessoal por uma cor mais ousada, mas no fechamento do negócio acaba prevalecendo a cor mais sóbria por considerá-la de gosto mais geral, principalmente quanto tiver de revender o veículo.

De acordo com o diretor comercial da Fiat Automóveis, Lélio Ramos, a melhor explicação para que se priorize cores tradicionais "é a preocupação em resguardar o valor de revenda do carro, uma vez que cores muito ousadas podem, ocasionalmente, restringir os possíveis interessados em comprá-lo, dificultando a venda na hora da troca ou mesmo reduzindo o valor do veículo depois de usado."

Ramos chama a atenção para o fortalecimento que as cores muito chamativas causam no lançamento de um produto. 'No nosso caso, temos o Amarelo Ímola, que já foi usado nos modelos Brava e Palio'. Em contrapartida, cores fortes também sustentam sentimentos opostos no consumidor. 'Alguns ficam realmente apaixonados, e às vezes compram o carro influenciados por uma cor. Por outro lado, outros podem considerá-la uma extravagância e não a compram, mesmo que a apreciem'.

Para o designer do setor de Estilo da Volkswagen, Jonas Aparecido Ferreira da Silva, aos poucos esse cenário vem se modificando. 'Percebemos a existência de uma recente tendência que encaminha para uma maior possibilidade das cores mais ousadas', diz ele.

Preenchendo essa lacuna foram lançados os tons de prata levemente esverdeados ou azulados. Jonas acredita que o cliente tem o desejo de adquirir um veículo com cores mais alegres, mas não tem a coragem de comprá-lo, por enquanto. Opta, assim, por cores mais tradicionais.

Outro fator que influencia na definição da cor de um carro é o tamanho do veículo, 'já que um tipo de cor pode ficar bem no Gol e não na Parati'. Jonas comenta que também se analisa para qual mercado esse carro se volta e o que esse mercado costuma comprar. Ele observa que existe uma quantidade básica de cores para todos os modelos, 'como o preto e o branco', e que em uma série ou veículo especiais pode se fazer o direcionamento de uma cor específica: "este carro é especial, portanto terá uma cor exclusiva para o seu contexto."

Quando a Renault passou a distribuir o Scénic no Brasil, os consumidores questionaram a ausência do modelo na cor preta. O que ocorreu é que originalmente o modelo projetado na França não foi produzido na cor preta. Assim, a produção no exterior teve de ser adaptada para atender o mercado brasileiro.

Veja também:

- A cor na linha de produção automotiva

- A preferência dos brasileiros para as cores de carros

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