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Artes & Artistas

Tintas e materiais recicláveis
produzindo arte

01/abr/05

As tintas são a base do trabalho do artista plástico Ricardo Rodel, tanto nos carros de papelão que produz, quanto nas telas que pinta. Nos carros elas valorizam cada detalhe em seu design. Nos quadros, dão muita vibração e caracterizam seu estilo de pintura.

“O artista de hoje é privilegiado com o gigantesco mercado de tintas que existe, muita variedade e qualidade cada vez melhor”, diz ele, acrescentando que há tintas e cores para todas as ocasiões e todas as superfícies. Ele considera que uma das maiores evoluções foi a criação das máquinas tintométricas, já que, muitas vezes, para se chegar ao tom certo da cor que se queria, demorava muito.

Ricardo diz que tem preferência para uma cor específica, pois cada uma desempenha sua função, cada uma tem sua vibração na hora certa. Nos carros de papelão usa o látex em grande abundância. Aplica um verniz sob o látex em quase todos os modelos. “Prefiro o látex devido à grande variedade de cores, secagem rápida e fácil limpeza dos pincéis e potes, além disso, a cobertura deste pigmento é excelente”, observa. Também usa spray para lugares onde não alcança com o pincel. Em outros, aplica bastante esmalte sintético para torná-los bem impermeáveis à água. Nos detalhes, como painéis, por exemplo, usa colas coloridas.

Nas telas, Ricardo usa tinta acrílica, colorindo e combinando as tintas de forma que harmonize a obra, tornando agradável aos nossos olhos, despertando uma certa vibração, sempre preocupado com a estética do trabalho.

O artista explica que, com os carros, pode dar uma versão futurística, fantasiar, criar novos designs, dar asas à imaginação, criar um mundo diferente. Além disso, são feitos de material reciclado, contribuindo para não degradar o meio ambiente. São inspirados em filmes como Mad Max, Jornada nas Estrelas, Guerra nas Estrelas, 2001 - Uma Odisséia no Espaço e outros.

O primeiro carro, o ônibus, foi criado em 1997. Os modelos não são projetados antes em papel, são imaginados e confeccionados de modo que “começo de um jeito, mas não sei como irá ficar quando acabado”, diz Ricardo. Alguns modelos levaram de um a três meses para serem feitos. O caminhão de lixo demorou nove meses para ser construído. O menor carro mede aproximadamente 50 cm e o maior 1,95 m. Com exceção de alguns parafusos e eixos, os modelos são totalmente de papelão reciclável.

Ricardo Rodel formou-se artista plástico na Oficina de Arte de Barueri-SP. Suas principais participações em exposições foram:

III Salão de Pintura Acadêmica e Moderna na Pinacoteca "Gaffrée & Guinle"- Santos-SP, jan/2003; Medalha de Ouro - IX Sapri - Salão da Primavera de Itu-SP, out/2003; Medalha de Bronze - XVIII Salão de Artes Plásticas Benedicto Calixto - Itanhaém-SP, out/2003; Individual - "Carros de Papelão" - Espaço Cultural Metrô São Bento – set/2003; I Salão de Artes Plásticas de Ubatuba-SP, nov/2003; Troféu de Prata - 15º Salão de Pintura e Artes "Alvacir Ribeiro de Souza" - 40º Festival do Folclore - Olímpia-SP, ago/2004; e II Mostra de Arte "Darcy Penteado" da Galeria Cassiano Araújo, São Paulo-SP, dez/2004.

Contato com Ricardo Rodel: artereciclavel@terra.com.br

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