20/mar/07
Por Maria Luiza Assur Gonçalves
Desde a infância eu gostava de desenhar e pintar. Porém, foi em 1962, já com 15 anos, que comecei a dedicar um tempo maior à arte. Naquela época era apenas uma manifestação interior sem muito conhecimento técnico, mas que cresceu com o tempo e se tornou minha profissão.
Durante um longo tempo minha arte foi vista somente pela família e amigos. Poucas obras ficaram comigo, embora tenham sido produções sem estudo e seqüência, foram um todo do meu íntimo, da minha alma, exteriorizando-se. Hoje, meu universo está mais amadurecido, graças a esta trajetória de buscas, encontros e desencontros.
Anos seguidos de estudos levaram meu trabalho à aprovação de críticos e jurados em salões de artes.
Não importa o tema que pinto. Meu estilo é contemporâneo e mantenho as características firmes nas formas e nas cores que uso. Gosto das tintas Suvinil acrílicas, tanto no papel como na tela. Observo que automaticamente eu uso mais os tons de azuis e verdes e, desde garotinha, eu gostava de acrescentar um detalhe do preto. Hoje, eu sei porque gostava do detalhe ou da mistura com tinta preta. É que, além de dar destaque às outras cores, valoriza a forma e aumenta a luminosidade, dando vida aos traços da texturas e dos movimentos da pintura.
Adoro trabalhar com aguadas, porque dá oportunidades de descobrir novas formas que a própria água faz. Uso tintas especiais para a técnica para aquarela "water color" e tintas para piso Nova Cor.
Outras técnicas que uso é pintar o papelão branco e tela ou madeira com acrílica Suvinil e tinta vitral, depois passo uma cobertura com verniz da mesma marca. O efeito da mistura é maravilhoso. Este ano, usarei outras marcas de tintas solúveis em água: acrílica brilho e semi-brilho.
Também uso técnicas mistas, como colagem de papel, folhas de plantas, texturas com plásticos, lápis pastel a óleo etc.
"Escola da Fazenda"
Ministro aulas de pintura, escultura e papel reciclado ensinando crianças a dar formas com esse material e massa de biscuit (pequenas esculturas). No papel que reciclamos, pintamos ou trabalhamos com colagem em caixas e vidro. Meus aluninhos têm idade de 4 a 12 anos. Para os menores, aulas pela manhã e, para os maiores, no turno da tarde.
Minhas crianças têm currículo em galeria de arte, centros culturais e reportagens em jornais. Tenho me esforçado para mostrar os trabalhinhos de todos e, principalmente, como sabem fazer releitura das obras de grandes artistas.
Além do prazer de ensinar, tenho a emoção e a alegria de ver novos talentos despontando!
Este ano, vou começar a escrever um livro. Não escolhi o título, mas trata-se de métodos de ensinar, despertar a curiosidade e o interesse pelas atividades artísticas.
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