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Desvendando
os mistérios da pintura decorativa |
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10/out/02 Por Luiza Marcondes
"Eu sempre contrario o que os fabricantes de massas dizem. Se falam para não diluir, eu acrescento água", diz o americano que escolheu o Brasil para apresentar seus conceitos de pintura decorativa. Com a "teimosia", já desenvolveu mais de 60 métodos de aplicação de textura e não pára de inovar. Uma de suas técnicas é a rock pátina, pintura que imita pedra. "Quem vê a parede pintada tem a certeza de que ela é toda de mármore ou granito", diz. Mas para um bom efeito, a iluminação tem de ajudar. Walker costuma alertar seus clientes que a luz interfere muito no acabamento final. "Às vezes, na loja a tinta parece de uma tonalidade e quando aplicada, de outra. Isso acontece porque a luminosidade é diferente em cada ambiente". Atualmente, Gary ministra workshops de pinturas especiais e decorativas nas cidades do Rio de Janeiro e de Curitiba. Para participar de suas oficinas não precisa ser artista e nem trabalhar diretamente com tintas. Basta ter vontade de aprender e usar a criatividade. O professor ensina algumas de suas técnicas e deixa o aluno à vontade para utilizar a que ele melhor se adapta. "Deixo a pessoa livre para experimentar novas formas de aplicação de pintura e incentivo-as a inventarem outras coisas", conta.
Aliado às pinturas especiais, Gary trabalha também com as cores. De acordo com ele, a escolha da tonalidade mais adequada ao ambiente é uma das grandes dificuldades no momento da compra. Para não errar, ele ensina que matizes fortes são mais indicados para ambientes pequenos ou para destacar detalhes da arquitetura. Também podem ser aplicados em apenas uma parede do cômodo para valorizar o espaço.O Walker afirma que a tendência atualmente é o uso de tons terra. "A procura dessas tonalidades é um reflexo da poluição visual e da agitação dos grandes cidades", diz. Para o profissional, as pessoas estão buscando a proximidade com a natureza. Elas querem transformar a casa num ambiente tranqüilo e acolhedor.
Gary Walker começou sua carreira nos Estados Unidos em 1983, quando se formou na Universidade do Tennessee e no Holly Names College. Na América, conquistou os primeiros clientes e passou a dar aulas de técnicas de pintura de interiores. A cada nova oficina que dava percebia o interesse das pessoas em aplicar os métodos desenvolvidos em sala de aula para dentro de suas residências. Depois de alguns anos, deixou a América e veio para o Brasil, país que adotou como pátria e não pretende sair. Em solo verde e amarelo desenvolveu uma resina acrílica especial à base de água, especialmente para ser aplicada em clínicas e hospitais.O material, de acordo com o profissional, não é tóxico, não tem cheiro forte e a manutenção não é complicada. O Hospital Santa Cruz, em Curitiba, foi o primeiro a utilizar o produto. "A aplicação foi feita há cinco anos e até hoje conserva a aparência de recém-pintada", conta. Até o fim do ano, o pintor estará ensinando suas técnicas de pintura decorativa em workshops nas cidades de Curitiba e Rio de Janeiro. Mais informações no site www.fauxfantastics.com.
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